segunda-feira, 31 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
...
Se a mudança é a lei da vida, deviam nos ensinar desde cedo a lidar com isso.
Não precisava deixar atingir a "maturidade" para fazer as descobertas, conhecer e enfrentar os desafios.Podiam ir nos praparando, não digo aliviar as coisas, não deixar que elas aconteçam,mas sim, deixar de sobreaviso,o que poderia vir a ocorrer.
Mas como as coisas não são como queremos, nos resta encarar e vencer,ganhar e perder, mesmo sem saber, o que realmente ganhou, e se realmente perdeu alguma coisa.
O que hoje é tudo, é o chão, é o mundo,
amanhã pode se tornar algo normal, com algum significado,mas sem aquela importancia toda.
E a vida, ou a guerra(ao menos eu encaro como uma guerra) cobra seu preço, seja la qual for, e ai volta a questão, sera que estamos preparados para pagar o tal preço?Estando ou não, se paga igual, as vezes o preço é alto, as vezes não, mas de alguma forma, você sente o impacto e se pergunta se aquilo faz sentido, se existe alguma razão. Como sempre, muitas perguntas e rarissimas respostas.
Não precisava deixar atingir a "maturidade" para fazer as descobertas, conhecer e enfrentar os desafios.Podiam ir nos praparando, não digo aliviar as coisas, não deixar que elas aconteçam,mas sim, deixar de sobreaviso,o que poderia vir a ocorrer.
Mas como as coisas não são como queremos, nos resta encarar e vencer,ganhar e perder, mesmo sem saber, o que realmente ganhou, e se realmente perdeu alguma coisa.
O que hoje é tudo, é o chão, é o mundo,
amanhã pode se tornar algo normal, com algum significado,mas sem aquela importancia toda.
E a vida, ou a guerra(ao menos eu encaro como uma guerra) cobra seu preço, seja la qual for, e ai volta a questão, sera que estamos preparados para pagar o tal preço?Estando ou não, se paga igual, as vezes o preço é alto, as vezes não, mas de alguma forma, você sente o impacto e se pergunta se aquilo faz sentido, se existe alguma razão. Como sempre, muitas perguntas e rarissimas respostas.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
As pessoas nos surpreendem.

Há pessoas que você pensa que nunca irão te magoar, mas são essas que mais te magoam.
Há pessoas que você detesta, mas são essas pessoas, que em determinadas situações, te dão forças para prosseguir.
Há pessoas que você conhece, mas não conversa muito, e com o tempo elas se transformam em seus melhores amigos.
Há pessoas que você jamais imaginou que te cumprimentariam, e de repente te dizem "oi" com um sorriso enorme no rosto.
Há pessoas e pessoas, uma diferente da outra, cada dia nos surpreendendo com um sorriso, um ato, uma palavra.
Lembre-se: Todo mundo irá te magoar, cabe a você decidir em quem realmente vale a pensa dar um soco!
terça-feira, 11 de maio de 2010
Isso também passa!
Chico Xavier costumava ter em cima de sua cama uma placa escrita: "ISSO TAMBÉM PASSA"... Aí perguntaram para ele o porquê disso. E ele disse que era para se lembrar que quando estivesse passando por momentos ruins, poder se lembrar de que eles iriam embora. Que iriam passar. E que ele teria que passar por aquilo por algum motivo.
Mas essa placa também era para lembrá-lo que quando estivesse muito feliz, não deixar tudo para trás e se deixar levar, porque esses momentos também iriam passar e momentos difíceis também viriam de novo. E é exatamente disso que a vida é feita: "MOMENTOS". Momentos os quais temos que passar, sendo bons ou não, para o nosso próprio aprendizado. Por algum motivo nunca esquecendo do mais importante:
NADA É POR ACASO. Absolutamente nada. Por isso temos que nos preocupar em fazer a nossa parte, da melhor forma possível... A vida nem sempre segue o nosso querer, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser.
conrtribuição, Dilamar Thomé
Mas essa placa também era para lembrá-lo que quando estivesse muito feliz, não deixar tudo para trás e se deixar levar, porque esses momentos também iriam passar e momentos difíceis também viriam de novo. E é exatamente disso que a vida é feita: "MOMENTOS". Momentos os quais temos que passar, sendo bons ou não, para o nosso próprio aprendizado. Por algum motivo nunca esquecendo do mais importante:
NADA É POR ACASO. Absolutamente nada. Por isso temos que nos preocupar em fazer a nossa parte, da melhor forma possível... A vida nem sempre segue o nosso querer, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser.
conrtribuição, Dilamar Thomé
domingo, 9 de maio de 2010
Nuuunca corte unhas à noite!

Minha mãe sempre diz que não presta cortar unha de noite. Deixa a gente desprotegido contra os maus espíritos. Não acredito em maus espíritos. Na verdade, não acredito em espírito algum, mas não consigo cortar as unhas à noite.
A recomendação da minha mãe é mais forte do que o poder da razão. Aquilo fica martelando na minha cabeça: “Nunca corte as unhas à noite, nunca, nuuuncaaa!”. Então não corto. Vá que exista espírito e vá que ele se importe com minha unha…
Isso é bastante plausível, segundo minha mãe, porque os espíritos se importam com coisas aparentemente insignificantes. Quer ver? Os anjos. Anjos são espíritos, suponho. Pois bem. Acontece que os anjos, sempre de acordo com minha mãe, não conseguem discernir entre o que é brincadeira, o que é ironia e o que é um desejo real. São seres literais, os anjos.
Para complicar a situação, eles são dotados de um poder extraordinário: se todos, lá no Céu, disserem amém em coro, os desejos manifestados naquele instante serão realizados. Então é o seguinte: digamos que você se irrite com algo por algum motivo e grite:
– Eu quero morrer!
Se naquele exato instante, os anjos estiverem dizendo em coro:
– Améééééém!
Você morre.
Com o que, minha mãe recomenda que eu sempre diga coisas boas. Bom. Não acredito nos anjos, já que eles são espíritos. Mesmo que eles não fossem não acreditaria. Sou racional, já disse. Mas minha mãe insiste tanto nesse conselho que não consigo evitar: tomo minhas precauções.
Por isso, se você me vir repetindo pela rua “Quero a Megan Fox, quero a Megan Fox, quero a Megan Fox”, já sabe: estou apostando nos anjos.
Vá que…
Texto de David Coimbra.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Ah, que saudades da minha infância

onde os problemas eram menores, as alegrias eram maiores, pouco importava o que estava acontecendo a minha volta, mas sim a alegria de brincar, de me machucar, de me sujar e sempre ter alguém pra consolar e achar aquilo tudo o máximo. Às vezes penso "como gostaria de ser criança novamente pra não enfrentar esse problema", mas não há como. Bom se existisse uma pílula para isso!É aos poucos a responsabilidade aumenta, perdi até o tempo de me divertir. Fico focado somente em estudar e trabalhar, trabalhar e estudar. Às vezes vejo alguma criança fazendo alguma coisa e como estou muito estressada acho que ela é uma boba, mas na verdade como eu queria estar no lugar daquela criança boba e inocente, que está se divertindo e é feliz por aquilo.A alegria de andar pela primeira vez de bicicleta sem as rodinhas, de fazer o primeiro gol, de incomodar os pais e eles entrarem na brincadeira ser ficar chateados, montar barracos como se fosse a sede de clubinhos, isso tudo já passou. Agora minhas brincadeiras são tomadas como as de um jovem, muitas vezes chamado de irresponsável. A quantidade de gols aumentou, mas a torcida alegre ao me ver marcá-los nem sempre existe, só a minha família e os meus amigos comemoram as minhas vitórias, não só em campo, mas também na vida. Agora existem aqueles que falam mal pelas costas, que só querem que eu me ferre que eu não seja nada. Certamente seu eu fosse uma criança não agiriam dessa maneira.Mas não posso reclamar, só tenho a agradecer afinal a vida é uma metamorfose, tenho que passar por todas as fazes, e conseguir o melhor de mim.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Nós e as bolachas

Que chato ter que admitir que não somos diferentes de um pacote de bolachinhas maria. Nenhuma diferença. De quem estou falando? De nós, leitora. De você, do leitor, de mim, do Maracanã lotado. Somos todos iguais a um pacote de bolachas…
Que somos “produtos” sociais ninguém duvida. A exemplo de qualquer produto, temos que começar a conquistar os “consumidores”, os clientes, pela embalagem, isto é, pela nossa aparência externa. Nenhuma diferença de um pacote de bolachas.
Depois dessa embalagem externa, precisamos de boa qualidade interior no produto, isto é, nosso caráter, nossas ideias, nossa competência profissional, tudo nos leva a encantar ou não os nossos “clientes”, que são as pessoas que nos veem, que nos fazem circular bem no mercado. E disso resulta, a fidelidade de “consumo” de parte dos “clientes”…
Pois bem, já que somos produtos, temos prazos de validade. O nosso prazo de validade de “lançamento” do produto no mercado é a nossa data de nascimento. Quanto à data “final” de circulação do produto no mercado, bom, aí ninguém sabe. E era aqui que eu queria chegar.
Temos prazo de validade, temos um ponto final lá adiante. Ninguém sabe quando será esse ponto final e é isso o que me irrita. Sabemos que somos finitos, mas vivemos como se fôssemos infinitos. Fazemos planos, sacrifícios loucos, adiamentos de prazeres, jogamos tudo para a frente e não vivemos o hoje, que é o nosso único momento garantido.
O ombro amigo
De que matéria e substância é feito um amigo? Como pode um estranho equiparar-se a nosso pai e a nossa mãe, até mesmo sobrepujá-los em lealdade e dedicação?
Que amálgama une um amigo a outro? Em que mistura de elementos se alicerça afinal uma amizade?
Não há dúvida de que a amizade suplanta o amor por não correr o risco de ser efêmera.
É essa perenidade que diferencia a amizade do amor e a faz mais nobre que o amor.
Quando cessarem todos os recursos, quando ficar de prontidão a voz dos necrológios para gritar que você morreu, ainda restará na última cidadela de proteção um amigo.
O amigo é o mais sólido, o mais imarcescível abrigo contra a solidão devastadora.
O grande óbice ao desespero é um amigo, o único obstáculo ao suicídio é um amigo.
Por que ele é amigo, não se saberia dizer. É amigo como um cão fiel, sem motivo, trata-se de uma simples escolha.
Há pessoas que nasceram para ser amigos. É da sua natureza ajudar, amparar, estar ao lado, construir, velar, mourejar em pura amizade.
O amor também se diferencia da amizade porque esta é absolutamente desinteressada.
O amigo ajuda o outro amigo porque esta é a sua missão, a de dar sentido à vida do outro.
No amor, um dos amantes ama o outro porque a felicidade do outro fá-lo lucrar.
Na amizade, um amigo ajuda o outro sem lucrar nada, apenas para ajudar, amparar, diligenciar.
Mil vezes, se eu tiver de escolher, preferiria ter um grande amigo a um grande amor.
E, se eu tiver um grande amor, ele sobreviverá aos tempos e se tornará perpétuo só no caso de que ele se transforme em uma grande amizade.
O amor é temporal, a amizade é eterna.
Se me faltarem todas as forças, se todos os elementos que me mantêm erguido soçobrarem, ainda assim permaneço em vida e prossegue acesa no meu coração a chama da esperança, se um amigo existir.
A vida só pode cessar quando faltar um amigo. Um amigo é infinitamente mais útil que a riqueza, o luxo, a fartura e a ostentação.
O maior tesouro da vida é um amigo.
A maior e mais importante desgraça é a falta de um amigo.
Cultive um amigo, se é que se possa cultivá-lo, se é que essa atração que o move não seja simplesmente natural e espontânea.
Agradeça ao seu amigo, embora ele exista independentemente de qualquer agradecimento ou homenagem. Quando se dedica, não está em busca de gratidão, ele só é amigo porque é da sua vocação telúrica a amizade.
Procure saber se você tem, no seu círculo de amizades, um amigo.
Se o tiver, só assim a vida terá sentido.
Paulo Sant'Ana
Que amálgama une um amigo a outro? Em que mistura de elementos se alicerça afinal uma amizade?
Não há dúvida de que a amizade suplanta o amor por não correr o risco de ser efêmera.
É essa perenidade que diferencia a amizade do amor e a faz mais nobre que o amor.
Quando cessarem todos os recursos, quando ficar de prontidão a voz dos necrológios para gritar que você morreu, ainda restará na última cidadela de proteção um amigo.
O amigo é o mais sólido, o mais imarcescível abrigo contra a solidão devastadora.
O grande óbice ao desespero é um amigo, o único obstáculo ao suicídio é um amigo.
Por que ele é amigo, não se saberia dizer. É amigo como um cão fiel, sem motivo, trata-se de uma simples escolha.
Há pessoas que nasceram para ser amigos. É da sua natureza ajudar, amparar, estar ao lado, construir, velar, mourejar em pura amizade.
O amor também se diferencia da amizade porque esta é absolutamente desinteressada.
O amigo ajuda o outro amigo porque esta é a sua missão, a de dar sentido à vida do outro.
No amor, um dos amantes ama o outro porque a felicidade do outro fá-lo lucrar.
Na amizade, um amigo ajuda o outro sem lucrar nada, apenas para ajudar, amparar, diligenciar.
Mil vezes, se eu tiver de escolher, preferiria ter um grande amigo a um grande amor.
E, se eu tiver um grande amor, ele sobreviverá aos tempos e se tornará perpétuo só no caso de que ele se transforme em uma grande amizade.
O amor é temporal, a amizade é eterna.
Se me faltarem todas as forças, se todos os elementos que me mantêm erguido soçobrarem, ainda assim permaneço em vida e prossegue acesa no meu coração a chama da esperança, se um amigo existir.
A vida só pode cessar quando faltar um amigo. Um amigo é infinitamente mais útil que a riqueza, o luxo, a fartura e a ostentação.
O maior tesouro da vida é um amigo.
A maior e mais importante desgraça é a falta de um amigo.
Cultive um amigo, se é que se possa cultivá-lo, se é que essa atração que o move não seja simplesmente natural e espontânea.
Agradeça ao seu amigo, embora ele exista independentemente de qualquer agradecimento ou homenagem. Quando se dedica, não está em busca de gratidão, ele só é amigo porque é da sua vocação telúrica a amizade.
Procure saber se você tem, no seu círculo de amizades, um amigo.
Se o tiver, só assim a vida terá sentido.
Paulo Sant'Ana
domingo, 2 de maio de 2010
A idéia da morte
Intriga-me a morte. Será possível que isto tudo acabe?
É possível não, é certo que isto tudo acabará para nós.
Dizem que o único ser vivo que tem certeza da morte é o homem, daí que ele mergulhe no tédio e seja tão inquieto.
Um dia haverá em que a morte nos chamará.
Para que alguém morra, basta que nasça, a vida já começa com o anúncio da morte.
Então, o homem passa fingindo que está vivendo. Em realidade, ele está sendo alvo da única ameaça que se cumpre inexoravelmente: a morte.
Ela é certa, tão certa como o sol nascerá amanhã, depois virá a noite, no dia seguinte será de novo sucedida novamente por outro sol.
*
O homem teme e evita a morte incansavelmente.
Será que o homem teme a morte somente porque ela significa o fim?
Ou o homem teme a morte porque não sabe o que acontecerá consigo logo depois da morte?
Está bem, o homem está vivendo, não cogita da morte, apenas cisma com ela à distância.
Mas é muito difícil entender que um dia fatalmente a morte virá.
E tudo o que se fez, tudo o que se realizou, filhos, mulher, netos, carreira, tudo também morrerá. Porque em realidade, quando uma pessoa morre, tudo em seu redor morreu para ela. É o fim de tudo e de todos. Que encrenca! A maior de todas as encrencas.
*
Existe um fascínio pela morte: é que ninguém sabe quando morrerá. Se houvesse um prazo delimitado, marcado, para morrer, imagino em que terror se transformaria a vida.
O homem sabe que vai morrer, ele só não sabe é quando vai morrer. Por isso, muitas vezes, ele disfarça, faz de conta que nunca vai morrer, tenta driblar a morte com a indiferença.
*
Mas como ficar indiferente a um ato que vai terminar com tudo?
Como vai se ignorar que algum dia todos os tijolos que cimentamos na vida ruirão por terra pela morte?
Ali, por exemplo, está um velho, ao meu lado, na minha frente. Descubro só agora por que ele não sorri, por que vive engolfado pela tristeza. Tem bom salário, tem boa família, leva uma vida prazerosa.
E, no entanto, não sorri. Está na cara que não sorri porque sabe que vai morrer, que está diminuindo o prazo para sua morte, todos os dias diminui o prazo.
Em realidade, o homem está condenado à morte. Existe para ele, em última análise, uma pena de morte.
E vai ser executado. Um inocente morrerá. Pelo único pecado de ter nascido.
*
A morte é certa. Não poderá detê-la nenhuma resistência.
O certo seria que o homem se resignasse com a morte e se preparasse para recebê-la. Mas haverá algum homem tão sábio e distinguido que receba a morte como um bálsamo ou uma libertação?
Acho que não há ou quase não há.
Em princípio, o homem odeia a morte.
Mesmo quando já não sabe mais o que fazer com a vida
É possível não, é certo que isto tudo acabará para nós.
Dizem que o único ser vivo que tem certeza da morte é o homem, daí que ele mergulhe no tédio e seja tão inquieto.
Um dia haverá em que a morte nos chamará.
Para que alguém morra, basta que nasça, a vida já começa com o anúncio da morte.
Então, o homem passa fingindo que está vivendo. Em realidade, ele está sendo alvo da única ameaça que se cumpre inexoravelmente: a morte.
Ela é certa, tão certa como o sol nascerá amanhã, depois virá a noite, no dia seguinte será de novo sucedida novamente por outro sol.
*
O homem teme e evita a morte incansavelmente.
Será que o homem teme a morte somente porque ela significa o fim?
Ou o homem teme a morte porque não sabe o que acontecerá consigo logo depois da morte?
Está bem, o homem está vivendo, não cogita da morte, apenas cisma com ela à distância.
Mas é muito difícil entender que um dia fatalmente a morte virá.
E tudo o que se fez, tudo o que se realizou, filhos, mulher, netos, carreira, tudo também morrerá. Porque em realidade, quando uma pessoa morre, tudo em seu redor morreu para ela. É o fim de tudo e de todos. Que encrenca! A maior de todas as encrencas.
*
Existe um fascínio pela morte: é que ninguém sabe quando morrerá. Se houvesse um prazo delimitado, marcado, para morrer, imagino em que terror se transformaria a vida.
O homem sabe que vai morrer, ele só não sabe é quando vai morrer. Por isso, muitas vezes, ele disfarça, faz de conta que nunca vai morrer, tenta driblar a morte com a indiferença.
*
Mas como ficar indiferente a um ato que vai terminar com tudo?
Como vai se ignorar que algum dia todos os tijolos que cimentamos na vida ruirão por terra pela morte?
Ali, por exemplo, está um velho, ao meu lado, na minha frente. Descubro só agora por que ele não sorri, por que vive engolfado pela tristeza. Tem bom salário, tem boa família, leva uma vida prazerosa.
E, no entanto, não sorri. Está na cara que não sorri porque sabe que vai morrer, que está diminuindo o prazo para sua morte, todos os dias diminui o prazo.
Em realidade, o homem está condenado à morte. Existe para ele, em última análise, uma pena de morte.
E vai ser executado. Um inocente morrerá. Pelo único pecado de ter nascido.
*
A morte é certa. Não poderá detê-la nenhuma resistência.
O certo seria que o homem se resignasse com a morte e se preparasse para recebê-la. Mas haverá algum homem tão sábio e distinguido que receba a morte como um bálsamo ou uma libertação?
Acho que não há ou quase não há.
Em princípio, o homem odeia a morte.
Mesmo quando já não sabe mais o que fazer com a vida
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