quarta-feira, 3 de abril de 2013
Há quem diga que novos tempos estão por vir. A direção do vento irá mudar e consigo levará tudo o que um dia serviu como lição, uma triste lição. A maioria das vezes não se está preparado para a cobrança exercida pela 'vida', mas a conta um dia sempre chega. Lê-se por aí que os 'sábios aprendem com erros alheios', mas basta saber se valorizam da mesma forma, como quando sentem na própria pele, quando vêem o mundo de um ângulo diferente, quando vêem que a distância entre o céu e o inferno é uma linha tênue, é um estalar de dedos.
Por vezes você pensará em desistir de coisas, de pessoas, de sonhos que tiveras em outros tempos, mas que as adversidades fizeram perder força, deixando em seu lugar a sensação de vazio, uma insegurança até então desconhecida, mas que se apresenta com volúpia para não restar dúvidas do que se trata.
Decidiras seguir em frente carregando consigo a bagagem adquirida até então, mas vai optar por organiza-las da melhor maneira que encontrar, dando o peso necessário para cada uma, sem sobre pesos, sem culpas desnecessárias. Quando menos esperar, serás obrigado a parar e refletir. Tudo bem, já havias decidido, analisado, pensado, passado horas e mais horas discutindo consigo mesmo, para então escolher o que fazer. Nessa hora entram em cena as surpresas, os detalhes que quisestes ocultar de si mesmo por classificar como o 'melhor' para o momento. Talvez esse 'melhor' signifique evitar maiores decepções, não criar esperanças sobre coisas que podem permanecer inertes para todo o sempre.
Mas são novos ventos, novas etapas, antigos novos planos, maneiras diferentes de se ver e viver a vida. É folego novo, animo novo, um querer novo e lembranças antigas. Desejos antigos, algumas metas antigas e por fim, pessoas 'antigas'. Há quem permaneça a anos, há quem chegou a alguns meses. Há quem te ajude, há quem te atrapalhe. Talvez o tempo passe, os ventos mudem e certas coisas não se modifiquem. Talvez por serem coisas da vida e não coisas que podemos simplesmente tirar de nossas vidas. Podemos evita-las, ignora-las, mas quando menos esperar... surgem as surpresas, não é mesmo?!
A luta diária continua e sempre terá algo que teste seu limite. Um dia mais, outro dia menos, mas tentando manter o foco, manter a força, manter viva a chama do querer, de quem querer, de quem esperar. O vento gélido do inverno vem chegando, são os primeiros ventos das mudanças que se apresentarão. Mantenho os braços ainda abertos, suportando os ventos que passaram, aguardando os que irão passar, mas ainda assim aguardando o momento de cruza-los e proteger alguém que insiste em não chegar ou que começou a vir, mas que demora a apontar nesse distante horizonte.
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