quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Me dei conta que esqueci que hoje é teu aniversário. Esqueci a cor dos teus olhos castanhos, esqueci o aroma do teu perfume, a maciez da tua pele, a forma como me abraça e esqueci também o gosto do teu beijo. Esqueci das tantas vezes que me perguntastes o porque de ficar tanto tempo com uma cara de bobo te olhando. Esqueci do teu sorriso, de como reagia toda vez que íamos nos despedir e por fim lhe dava um beijo na testa. Esqueci também da forma como nos completamos, de como nossos corpos se encaixam. Esqueci das vezes que ‘fingia’ dormir em meu peito, ou em meus braços. Esqueci de nossas brincadeiras, nossas brigas, esqueci da forma como nos despedíamos quando conversávamos pela internet. Esqueci da forma como brincava com teu cabelo. Esqueci da forma como me segurava junto a ti, esqueci do modo como me puxava e me tinha todo, absolutamente só pra ti. Esqueci do teu jeito ao se jogar em meus braços, para receber o abraço mais apertado que alguém poderia lhe dar. Abraço esse, que em determinado momento foi o melhor abraço do mundo, mas que hoje, não significa nada. Esqueci das nossas provocações, dos momentos felizes, dos momentos tristes. Esqueci das lagrimas nos teus olhos, dos sorrisos dos teus lábios, de como era ficar junto de ti, utilizando como desculpa a ‘cama pequena’. Esqueci dos nossos dedos entrelaçados, da maneira como nos conhecemos, e até mesmo esqueci que foi a biblioteca, o lugar onde ‘tudo’ começou. Esqueci das madrugadas que adentramos conversando e de toda cartilha rezada antes de qualquer ‘boa noite’. Esqueci de toda a tua loucura, assim como esqueci que viria a sanidade. Esqueci que o vento que trás, é o mesmo que leva. Esqueci que tudo isso é obra do acaso. Esqueci que tudo desde o inicio esta nas mãos do destino e que ele a principio, prefere nos manter longe. Esqueci também que ele imprevisível, assim como esqueci de te falar, que essas lágrimas em meus olhos, são porque o meu time perdeu, por isso então eu choro.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Presenciar o fim de algo que não teve começo é no mínimo estranho, para não dizer sem sentido. Talvez não tenha como descrever, apenas como pensar e sentir. Cada um com sua maneira de escrever ou ao menos de sonhar a própria história, cada um com suas vitórias ou derrotas, cada um com sua maneira de tentar se reconstruir. Por vezes, a gente acorda no meio do sonho, obrigado a recomeçar outra vez. Todo amanhecer é uma nova chance de algo novo, mas não é todo dia que saímos da cama querendo isso. Nos meus sonhos, no meu mundinho, tudo é mais bonito, tudo é como eu quero, tudo é menos complicado do que a vida lá fora. Quem sabe porque eu me pareça com um guri de 12 anos pensando assim, ou simplesmente por acreditar que nem tudo esta perdido, que nem tudo nessa vida precisa ser como o ‘sistema’ quer, que ainda alguma coisa pode ser diferente. Não saberia explicar o porque disso ou como é estar no olho do furacão e ainda acreditar que não terá uma bagunça imensa quando tudo acabar.
Talvez não haja segunda chance, talvez nem exista a primeira, talvez a gente passe o tempo todo esperando a chegada de quem já partiu.  
Os olhos marejados são o sinal que algo esta diferente. Não que seja uma situação nova, mas não há como comparar. Toda vez é diferente, mas ainda não havia sido tão forte assim. Controlar as lágrimas não vem sendo tarefa fácil, mas a gente aprender a fingir um sorriso e voltar pra vida lá fora. Por mais que lhe digam e você saiba que tudo vai ficar bem, que vai passar, não é tão simples assimilar isso.
Talvez soe como ingratidão permanecer dessa forma enquanto alguém lhe estende a mão e empresta o ombro para te consolar, mas não é intencional, é não saber onde buscar forças dentro de si novamente para seguir em frente. A vida segue, nada vai esperar que juntes os caquinhos da tua cara que quebrastes mais uma vez, mas falar sempre foi mais fácil do que fazer.
É hora de beijar a lona e receber o gelado abraço da derrota outra vez, o nocaute já foi consolidado. Restam agora lamentações e choro, tristezas e solidão, por escolha própria é verdade, afinal vem a tona o medo de outro golpe, de onde menos se espera.

Minha história talvez não seja interessante, mas é real e por muitas vezes eu não quis fazer parte dela. Ninguém a de entender provavelmente, mas o que hoje significa ‘vida’ para alguns, é para mim, apenas o significado de um passado onde minha vida foi pisoteada. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Eu quero casar com você. Quero acordar do teu lado, quero brigar com você. Quero mandar você calar a boca mesmo sabendo que você não vai calar, só pra poder e te calar tocando teus lábios. Quero te fazer feliz, assim como você me faz. Quero fazer amor contigo, ouvindo você suspirar falando meu nome.. Quero que você não precise de mais ninguém além de mim. Quero dormir com você naquele sofá apertado depois de assistir o seu filme preferido, e pelo jeito serão vários. Quero te acordar com vários beijos e dizer que te amo. Eu apenas quero te fazer feliz, como ninguém nunca fez. Adormeci pensando em ti. Não sei se é sonho, nem mesmo o que acontece, mas te sinto sempre, até enquanto durmo. Sinto teu toque, tua voz, teu sorriso. Sinto e vejo tudo, um misto de sonho e realidade. Entenda que eu não quero mais o travesseiro como companhia, mas sim você. É você que quero abraçar a noite toda.
Eu quero que você se sinta a pessoa mais feliz do mundo, a única capaz de ser pra mim um sonho em noite de insônia. Não precisa me contar o que aconteceu ou porque você tá mal. Só me deixe colocar um sorriso no seu rosto, você sabe que encontrei um motivo pra te fazer sorrir. Quem sabe tenha encontrado em você alguém que eu queira dividir a minha cama, meu amor, minha vida. Alguém que eu queira dormir de mãos dadas e acordar do lado. Alguém pra ser criança como eu, pra disputar quem aguenta ficar mais tempo sem ligar. Alguém que deixe o mundo pra me dar um beijo. Alguém que encontrasse o que procurou a vida toda, aqui dentro de mim.  Alguém pra eu viver aquilo tudo que eu julgava besteira e que hoje é tudo que eu tenho. Eu quero você. Se necessário digo pro mundo todo ouvir, e você sabe, direi ao pé do teu ouvido por que o meu mundo todo, é você.
Alguém que tenha ciúmes, malicia, egoísmo, afeto, falhas, erros, acertos, perdões, beijos, abraços, sexo, amor, que tenha todas as coisas do mundo, mas que seja apenas entre eu e você. Acho que dá pra perceber o quanto você já me fez feliz, né?!
Não há outra pessoa em todo mundo que eu queira estar junto, mais do que você. Antes de te conhecer eu sempre quis alguém assim. Alguém que fosse tudo o que você é. Alguém que tivesse tudo de especial que você possui. Mesmo talvez sem merecer ganhei um presente: você. De um modo incomum, de um jeito estranho, mas real. Parece que quanto mais escrevo sobre nós, mais preciso escrever. Queria entender como você consegue me deixar assim. Não, eu não lembro de me sentir assim. Não desse jeito. Dessa vez, com você, eu queria que desse certo. De todas as coisas do mundo, eu só queria olhar pra você. Se me dessem um último pedido, eu escolheria sem pensar: você.
Mas a gente cresce, e 'criança grande' nem sempre ganha o que deseja.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Do céu ao inferno em questão de minutos, como se houvesse alguma novidade nisso. Quando mesmo que não foi assim? Sentir e não sentir ao mesmo tempo, querer e não querer, ter vontade de lutar, mas não ter forças o suficiente para quem sabe sair do chão.
É como pagar pra ver um filme cujo final você conhece, mas que na doce inocência de que pode ser diferente, pensa que dessa vez o autor pode ter mudado de ideia e alterado os fatos. Mas ele não muda, deixa tudo exatamente como antes, te tornando outra vez o idiota telespectador, que sabe como as coisas são, mas que insiste em querer mudar o mundo, em mudar o seu redor pensando que tudo pode se adequar a você.
Nessa hora, você percebe que por mais que pense ter crescido e se julgue maduro de alguma forma, vai perceber que o mundo geralmente não é como você quer, mas quando mesmo foi a primeira vez em que lhe mostraram isso? E você não aprende, ou aprende e logo trata de ocultar dentro de si. A dor e a solidão novamente fazem-se presentes, afinal és tão idiota, que mostra-se ingrato com quem esta ao seu redor, com as pessoas que sempre que podem, deixam seus problemas de lado para te dar um ombro, que deixam de fazer algo mais útil da vida pra tentar te consolar e mostrar que esse não é o fim de mundo, não para eles ao menos.
Mas você perdeu. Perdeu, outra vez e não caiu em pé, como gostaria. Arriscou, ou imagina ter arriscado. Acha que fez o que podia, mas ainda vai se martirizar e pensar em quantos erros cometeu, em quais falhas lhe fizeram outra vez estar ali. Não sabe perder, não sabe lidar com a derrota como um menininho mimado que pensa poder tudo, quando quiser, sem querer entender a outra parte. Você literalmente sabe o que quer, mas foge do que precisa.
Tua consciência, tua cabeça, lhe ditam ordens que você não quer obedecer. Agora, lembras perfeitamente de como é sentir-se assim. Lembras do gosto amargo, a dor que sente toda vez que é jogado em queda livre sem paraquedas, iludindo-se que não vais sentir nada quando o chão chegar. Acaba sempre por imaginar que será diferente, que desta vez as coisas Irão mudar, mas não adianta, você joga os dados e aceita o resultado.
Resultado que você não quer mais uma vez, mas que por algum motivo, insiste em tentar mudar. Persiste talvez em algo que não lhe pertence, talvez não tenha ‘talento’ pra isso. Talvez.. talvez.. talvez. A muito tempo que há mais dúvidas que certezas, ou quem sabe, não queiras aceitar as respostas que lhe são dadas.
Outra vez, vai precisar fingir que esqueceu das palavras dela, que não teve significado nenhum o que lhe foi dito, que nem lembra do beijo dela, do abraço, do perfume, dos incontáveis carinhos que fez no rosto dela, do tempo que passou acariciando seus cabelos, que não sente mais o corpo arder em brasa quando em contato com o dela.  É incrível a intensidade com que aconteceu. Inexplicável como os olhos permaneceram marejados por tanto tempo, tentando ocultar do mundo novamente a dor que carrega dentro de si. Mesmo negando e sabendo que o melhor seria desistir, esquecer, não querer de maneira alguma, ele não fará isso, ele feito um bobo, por algum tempo ainda vai esperar. Mas por enquanto, o sonho terminou ou foi adiado. Vem ser infeliz aqui fora, a vida é maior do que as paredes do teu quarto e não é carinhosa e compreensiva quanto teu travesseiro úmido, que você negara até morrer ser fruto de lágrimas.

Ele vai dormir e acordar querendo virar o jogo, até que nada mais reste, além de aceitar o ‘game over’. 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

 Pela primeira vez em anos, ela o fez sentir-se assim, feito um bobo que não conseguia parar de olha-la. A muito, não ficava sem palavras, sem argumentos, logo ele que por muito ficou conhecido pelo fato de ter a resposta para todos os momentos. Te-la ali, tão próximo o fez desejar que o tempo parasse enquanto tocava seus lábios. Por vezes, não podia conter tanto alegria dentro de si. Por vezes, não conseguia parar de beija-la. Por vezes, queria não mais solta-la de seus braços. Mas nem tudo são rosas, nem tudo pode ser como gostaria, ao menos não agora. Não foi fácil, e por hora, não sera também. 
Horas que passaram rapidamente como se o tempo de chegada e de partida, fosse um mero segundo. Os constantes momentos mudos, disseram muito, mostraram muito. Um carinho no cabelo, um beijo na testa, e por alguns instantes poder cuida-la como a muito gostaria de fazer. Senti-la ali, deitada sobre seu braço foi como ter o mundo todo, ao seu lado. Por ele, passaria o dia todo ali, em silêncio, apenas sentindo o respirar profundo dela. Ao fechar os olhos, ainda pode vê-la se aproximando, encostando seus lábios nos deles, o fazendo esquecer que o mundo existia lá fora. 
Mas logo, ele teve que enfrentar a realidade outra vez, por mais que quisesse seguir sonhando. Não é fácil, afinal, nada tem sido nos últimos tempos. A saída encontrada foi esperar. Tornou-se um caminho onde uma parada, tornou-se obrigatória. Querendo ou não, a princípio é assim que vai ser. Ele, buscando trilhar o caminho para espera-la logo a frente, mas sem ter qualquer certeza sobre seguir sozinho ou  acompanhado. Você pode julga-lo como idiota ou da melhor maneira que encontrar, mas entre arriscar e acertar ou ficar apenas tentando imaginar como seria, ele prefere pagar pra ver, afinal você nunca sabe quem pode encontrar na próxima curva da estrada.
A gente vive esperando por dias melhores, as vezes esquecendo de fazer isso acontecer. 

A gente dorme e acorda querendo virar o jogo. Hoje, ele dorme sonhando em te-la novamente em seus braços, para quem sabe amanhã acordar e vê-la despertar com o sorriso mais lindo que só ela tem, ali, ao seu lado, ao alcance dos seus cuidados.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Foi por acaso. Foi obra do destino. Foi algo que talvez não tenha uma explicação exata. Tem sido assim no decorrer desse tempo. Sendo assim, a primeira vez que se viram não poderia ser diferente. Ele esta lá, distraído até vê-la chegando. Era como se ali estivesse um guri de 11 anos, sem saber como agir. Mas ela não estava sozinha, talvez o fato de uma amiga companha-la tenha a feito não perceber quem ao seu lado estava. Tão logo pode, tratou de chamar sua atenção. Uma brincadeira idiota, mas que resultou no primeiro abraço. Nessa hora, percebe-se que o mesmo local que se tornou um inferno pessoal, pode ter sido o principal, ou um dos trunfos mais importantes para esse inicio, um tanto quanto diferente, por assim dizer. A cada dia uma conversa, uma tentativa de progresso. Era como lutar contra a resistência do ar, por mais que não pudesse ver, sentia que a cada dia a distância aumentava e a força diminuía. 
Procurou então se manter afastado, não apenas dela, mas dos pensamentos que a envolviam. Mas outra vez, algo fez que ambos ficassem frente a frente. Não bastasse a surpresa em vê-la ali, onde ele não esperava, ainda a viu correr em sua direção para pular em seu peito e ser envolvida em um abraço apertado, enquanto ele girava e a sentia 'sua' antes de coloca-la novamente no chão.
Tentou convida-la para sair, conversar, se conhecerem melhor e esperar que o destino, os Deuses ou qualquer outra coisa fizessem com que seus lábios unissem-se aos dela, por um instante que pareceria horas. Mas não isso que aconteceu. Novamente via-se criar um abismo entre ambos, onde construir um ponte tornava-se inviável ou em impossível, dadas as circunstâncias. O caminho então foi deixar tudo acontecer ao natural, sem forçar ou ao menos buscar alguma coisa.
Ousara fazer planos, ou ao menos cogita-los. Viu-se em alguns momentos próximo de conseguir. Imaginava que poderia, buscava acreditar que tudo seria questão de tempo. Bom, quem sabe ainda seja. Eis que novamente, por completa surpresa viam-se lado a lado, no mesmo lugar e circunstância da primeira vez. Quem sabe para dessa vez ser diferente, para que seja este o 'começo' desejado, próximo do ideal. Sendo assim, que o destino surpreenda, que os una ou que permita a eles darem os passos certos, lado a lado, mesmo quando tudo aponte para o contrário. Que o tempo corra, mas que pare quando se encontrarem. Que os ventos sobrem, mas que os faça perder o ar quando estiverem juntos. Que o acaso faça sua parte, ou melhor, que os permita ser um , o motivo do sorriso do outro. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Os inimigos o cercaram. Pouco a pouco, fizeram-lhe duvidar o quanto poderá suportar. Certa vez, lembra-se de ter ouvido que 'o pior veneno é o que te agrada', e agora, entende perfeitamente o que queriam dizer. Atormentado pelos fantasmas de seu passado, buscava acreditar que poderia obter um resultado diferente desta vez. Procurou mudar, afinal, sabia onde havia errado e se ferido em batalhas passadas. Mas nenhuma guerra é igual a outra. Por vezes utiliza-se o conhecimento já adquirido, por vezes arrisca-se e quando for o caso, paga-se o preço necessário. 
Um único foco e incapacidade de perceber o essencial na hora certa. Afinal você sabe o que quer, mas foge do que precisa. A obsessão pela vitória o cegara, o fez indiferente perante algumas questões vitais, as quais ele poderá sentir o gosto amargo por um bom tempo. Foram-lhe gentis, o avisaram para tomar cuidado, o deixaram ciente de tudo, o mostraram que esta pode ser uma batalha em vão, ou que na melhor das hipóteses, se tornará em uma prova de paciência e persistência. 
A maioria o julgaria como um idiota, se assim pudessem. Trariam os mais diversos argumentos visando demonstrar que o motivo pelo qual lutas, é tão consistente quanto um cão vestindo uma capa. O falta equilíbrio, controle para separar a ansiedade do seu medo, da sua coragem, da calmaria que por vezes se faz necessária, mas que é possível só dentro de ti, enquanto o mundo todo te joga bombas lá de fora. 
Chegou a pensar estar próximo, mas logo viu que era uma doce ilusão. Não fora obrigado a crer em nada, decidiu ir em frente por conta própria, sem garantia alguma, sem cobertura, apenas na cara e na coragem como tantas vezes ouvira por ai, sem nem ao menos saber se conseguiras estar próximo o suficiente para um misero abraço de misericórdia. Em ocasiões anteriores já teria elevado a bandeira branca de desistência, já teria decretado derrota e neste momento apenas observaria ao longe o caminho que deveria ter percorrido para chegar a vitória. Não receberias medalhas, não seria condecorado, muito menos teria teu nome citado em aulas de história. Perante aos outros, talvez de alguma forma servisse de exemplo, de sucesso ou de fracasso, isso não se sabe. As guerras costumam ser contatos de diferentes ângulos como mais convém ao narrador no momento que julga necessário. 
As armas estão apontadas para si agora, mas entre todas, a sua própria mente é a mais perigosa. Seus medos vem a tona, seus fracassos passam diante de seus olhos, a sensação de impotência outra vez o faz pensar no que tem feito, certo ou errado, sem saber com clareza onde acertou e onde errou. afinal quase nada faz sentido ainda. De joelhos em frente ao abismo que parece se formar em sua frente, olha para baixo e por um momento não tem forças para olhar nos olhos de seus inimigos. A indecisão ronda seus pensamentos, a razão e a emoção duelam sem parar enquanto não consegues esboçar nenhuma reação. Talvez ira se levantar forte e determinado como no inicio de sua jornada, sem saber explicar como isso aconteceu. Talvez caia e sinta a solidão o abraçar. Talvez já esteja morto e não tenha se dado conta, e assim sendo, mortos não lutam mais. 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Talvez você saiba o que quer, mas acaba por fugir do que realmente precisa. Talvez você esteja se reencontrando, descobrindo seus pontos cegos, tendo clareza de quais foram os erros e quais são as soluções para tais. Talvez você precise superar o medo, acreditar mais em si, ou simplesmente voltar a crer que é capaz.
A confiança anteriormente abalada faz com que gotas de águas tornem-se oceanos, impedindo-te de usufruir de seu potencial ideal. Os pensamentos permanecerão embaralhados por longos períodos, dificultando as coisas. Veras que poucos te compreenderão, a maioria julga sem saber, critica-te até passar pelo mesmo turbilhão de 'problemas' que tens. Instantes antes de adormecer vai se sentir sozinho, cansado, disposto a desistir de tudo, principalmente de si mesmo. Nesse momento sera ingrato com teus amigos, tua família, com quem está ao teu lado e você faz questão de não ver. Talvez veja, talvez saiba, talvez use as forças que eles transmitem para seguir buscando algo, seguir buscando alguém.
Em não raros momentos, vai se precipitar, agir errado pelo simples fato de querer acertar. Vai ligar, mandar mensagem, deixar recado, pedir aos amigos meras notícias, mas que pra ti farão diferença. Desejará saber como estão as coisas, se há um tempo para você ou o mais importante, se há um espaço para você em uma vida totalmente já planejada, onde você pretende entrar e permanecer. 
Aos poucos, sem perceber terá ela como o primeiro pensamento do dia. O simples modo de fazer teu café ira traze-la instantaneamente a tua mente e lhe roubara um sincero sorriso. Irá sentir a distância aumentar, ou simplesmente vai ver claramente a realidade que o cerca. Por alguns instantes vai pensar que esta querendo ir longe demais, que tanta ousadia não vai levar em nada. Mas isso vai passar, logo encontrará forças ou motivos dentro de si  para seguir buscando quem e o que se quer.
Você sabe o quanto pode fazer sozinho, o quão distante pode ir, mas talvez tenha chegado a hora de descobrir o quanto pode, e o quão distante conseguir ir com alguém. Mas não com qualquer pessoa, e sim com 'ela'. Ela que ainda vais conhecer melhor, afinal ainda falta a conversa e a convivência olho a olho. Ela que vais cuidar, respeitar, fazer bem. Ela que te fez mudar ou talvez simplesmente tenha o ajudado a voltar a ser quem era, sem nem ao mesmo perceber. Ela que hoje domina teus sonhos, teus pensamentos, mas que um dia vai se fazer presente na tua vida, no teu dia-a-dia, nas tuas escolhas. Afinal, ela foi a 'escolha' mais importante.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

As vezes penso que o silêncio da noite seja necessário para se destinar aos pensamentos, não apenas a horas de sono. Ou até mesmo para viajar, o  tempo entre uma cidade e outra, entre um km mais distante ou um km mais perto, entre a solidão da estrada e o desejo de ter alguém como companhia.
Horas que pareceram poucos minutos, conversas tão naturais que pareciam existir a anos, uma voz que se deseja ouvir todos os dias, um conjunto de escolhas, uma infinidade de riscos.
Estar cercado de pessoas, estar em um lugar diferente do habitual, mas ao mesmo tempo sentir-se só e muito mais distante de onde se queria estar. Ao fechar os olhos, no silêncio que se segue, busco relembrar de algumas noites atras a tua voz, cada palavra proferida por ti, cada vez que ouvira tua gargalhada, cada vez que desejei estar ao teu lado para poder ver-te sorrir, e assim se sentir feliz por completo.
Diz-se por aí que nascemos e morremos sozinhos. Por vezes vivemos sós, acostumamo-nos apenas a própria companhia, criamos a falsa ilusão de que não precisamos de ninguém mais, de que já temos 'tudo', que somos felizes tendo apenas a nós mesmos. Da mesma forma, pode criar-se a mesma ilusão de que precisamos de alguém, de que só assim seremos felizes. Desilusões a parte, podendo ou não manter-se apenas comigo mesmo, se fossem-me dadas as rédeas do destino, escolheria o caminho da companhia, dos sorrisos sinceros, dos abraços inesperados, de tudo o que não se pode ter, estando sozinho. 
Próximos como nunca, distantes como sempre. Ainda separados por muitas coisas, pessoas, cidades, distâncias, escolhas, medos, fantasmas de um passado não tão distante que por vezes se fazem presentes, afinal, não se apaga tudo da memória quando se chega ao fim, por vezes seria bom que isso ocorresse, mas nem tudo é como se quer. 
Ontem ao acaso li uma frase que me fez parar e pensar. Dizia ela que 'o passado é uma roupa que já não lhe serve mais', não posso discordar, o presente e o futuro tem um tamanho maior, talvez um pouco carregado ainda pelo passado, pelos fantasmas que precisam ser exorcizados, pelas bagagens desnecessárias que apenas estorvam, por todos os medos que tentam me prender, mas que precisam ser superados. 
Tenho os meus temores, tu tens os teus. Ambos não queremos cometer os mesmo erros, ambos possuímos o mesmo medo, ambos temos tantas coisas em comum que chega a assustar. Resta-me esperar, e como dizia a canção, 'se tudo passa, talvez você passe por aqui', na hora certa, no dia certo, no tempo certo para o 'eu' se tornar 'nós'.

sábado, 29 de junho de 2013

Esta sendo como se redescobrir, mas desta vez 'tendo' alguém. Alguém que por vezes não quer acreditar ou simplesmente não quer aceitar a força e importância que possui. Alguém a qual não recordo o tom de voz, a qual não conheço o perfume, o calor do abraço, as angústias, o que te faz perder o riso, o que te faz querer um abraço apertado, um colo, um cuidado a mais. É isso que me faz querer estar ao teu lado a todo momento. 
A muito não sentia-me assim, a ponto de não recordar de quando a  última vez, se é que em algum momento foi dessa forma. A rotina não tem sido a mesma, mas... nada tem sido igual a oito meses. A cada dia, a cada conversa, a cada briga, a cada reconciliação, a cada momento tem sido diferente. Estivemos próximos, distantes, estivemos em vários estágios que poucos poderiam explicar ou ao menos entender. Nem todos os dias foram fáceis, leves, acolhedores. Em alguns deles vagamente cogitei me retirar da tua vida, mas pensamento este que logo era mandado para longe, fazendo desta uma hipótese a não ser totalmente descartada. A alternativa então seria manter a calma, esperar as coisas melhorarem, se é que fossem melhorar.
Manter-se paciente fez bem. Não recordo de sentir-te tão próxima a mim, tão junto, tão presente, mesmo a km de distância como agora. Mesmo cercado de amigos, em não raras as vezes senti-me só, preenchendo tal lacuna apenas quando 'estavas' comigo. Muito tenho e terei a te agradecer.  Sinto-me recompensado toda vez que consigo te fazer sorrir, mesmo  estando apenas a imaginar, sem poder ver o brilho dos teus olhos, sem ver o teu sorriso, sem poder ver tua reação. Tenho a sensação de que irei me sentir o homem mais feliz que já habitou esse Planeta quando sentir teus lábios, teu toque, teu calor. Diante de tantas coisas isso pareceria algo estranho, sem nexo, sem a menor possibilidade de ter algum sentido para muitos. Seria um caso perdido, uma perda de tempo, e outras tantas definições que buscariam para tentar mostrar que 'não vale a pena'. Não me importo. Todo e qualquer tempo ao teu lado sera pouco. Não me importo em esperar o tempo que precisar para descobrir que me ama, ou o tempo que vais precisar para descobrir que não me ama. O que quero te dizer é que não precisa se apressar. Nunca chegará atrasada porque sabes que sempre estarei te esperando.   

domingo, 23 de junho de 2013

Pela enésima vez, desejei estar perto de ti. Desta vez para lhe envolver num abraço, o abraço mais apertado e demorado que já se tivera notícia, sussurrando ao teu ouvido que era apenas um sonho ruim, que já havia passado, que poderias passar quanto tempo achasse necessário ali, recostada em meu peito, enquanto de alguma forma poderia lhe proteger do mundo, afim de mandar para longe todas as tuas angústias, todas as razões pelas quais lágrimas brotaram em teus olhos, úmidecendo tua face, tirando de ti o sorriso que mais tenho vontade de ver nesses últimos meses. 
Quis o destino que nesse momento, talvez um dos que mais precisastes de apoio, que me fizesse ausência. Quis ele do mesmo modo, que nossos caminhos se encontrassem de uma maneira um tanto quanto torta, mas suficientemente forte para atrair sua atenção. Talvez tenha sido meu simples sorriso, talvez meu jeito de 'gente boa', talvez um motivo qualquer, ao qual agradeço todos os dias. Tão próximos e tão distantes, tão iguais e tão diferentes, tão sorridentes e tão tristonhos, tão cheios de sonhos e tão cheios de medos. 
Há muitos segredos ainda para serem desvendados, assim como há muito caminho a ser percorrido. Há também a possibilidade de nada jamais acontecer, nem ao menos uma mera amizade mais forte. 
Mas há também a remota chance de que passemos a andar na mesma direção. Que continuemos amigos, afinal em dados momentos é isto que vai nos manter unidos. Será uma descoberta a cada dia, uma nova página escrita onde até então via-se apenas rasuras. O mais aconselhável seria ignorar, deixar de lado, buscar aceitar que há poucos prós e muitos contras. Seria, mas é oposto que se faz presente, nunca fui muito bom em seguir o caminho da maioria, em seguir pelo mais cômodo, em simplesmente aceitar que sonhar em alguns casos custa caro, e que o preço a ser pago pode ir bem mais além do que aparentava ser. 
Vai ser aos poucos que as coisas darão certo. Caso queira o destino, caso queira Deus, caso a gente queira. Se assim escolhermos, todos os dias ao despertar terás inúmeros motivos para sorrir. Vai ter também o Pedro ou João Pedro, ainda iremos decidir isso. Além dele, vai ter a princesinha prima da Allana que ainda não tem nome, mas que vai ser tão linda quanto a mãe. Se assim escolhermos...
prometo buscar o amor dentro do seu coração, prometo cultivá-lo, prometo lhe dar consolo quando precisar, prometo te amar, fazer dos problemas momento insignificantes, prometo te dar apoio, compreensão, te prometo acima de tudo a minha amizade, prometo estar sempre do seu lado, prometo encontrar teus sorrisos e enxugar tuas lágrimas, prometo ficar acordado velando por teu sono, prometo que vou buscar todas as formas para lhe fazer feliz, prometo que as estrelas serão tuas e a lua será nossa...

domingo, 16 de junho de 2013

Saber interpretar o tempo, talvez seja o segredo de tudo. Afastar-se dos pensamentos inúteis, buscar o equilíbrio necessário, aliar paciência e persistência, conquistar o que se quer ou ao menos lutar até nada mais restar. As forças esgotam-se e refazem-se com a mesma intensidade, enquanto vê-se o mundo passar pela tua janela. 
Acostumamo-nos a querer tudo de imediato, como se tudo fosse realizado por um simples capricho, por um mero desejo que se tem. Aos poucos vai-se aprendendo que as coisas mudam, que você cresce, não é mais a coisinha fofa da mamãe e nem tudo sairá como quiser, no período que quiser. Ação ou omissão terão consquencias, talvez não nas mesmas proporções, mas gerarão cobranças. Cobranças estas que se fara minutos antes de adormecer, que irão te perturbar durante o dia, que te pegarão de surpresa quando estiveres a pensar que 'esqueceu'. Nesse momento ficará a um passo de desistir. O desânimo vai tomar conta, a sensação de ser derrotado mais uma vez se fará presente. O filme de todas as coisas que julgas ter dado errado, irá passar e sinceramente, não é nada do tipo que se vê com as pernas esticadas enquanto tu come tua pipoca e relaxa no sofá. Nessa hora, vais perceber que não perdestes nada, pois nunca os possuiu. Mas quer e pode os ter. Vai reconquistar a confiança e tentar se manter firme, afinal, precisa aprender a esperar. Tudo tem sua hora, seu ciclo, seu tempo para acontecer. Talvez seja isso, o encanto maior. A linha tênue entre a lágrima e o sorriso, entre o que era bom e o que era ruim, entre o que eu quero para agora, e o que quero para a vida toda.
Ao colocar a cabeça no travesseiro a noite, o sono não virá facilmente como em outros tempos. Vai lembrar de quantas vezes desistiu, de quantos sorrisos deixou de dar para ficar trancado na tua solidão, por pura falta de coragem, por não continuar. Não foram poucas as vezes que aceitastes o que a vida lhe ofereceu, sem ao menos uma misera tentativa de fazer as coisas diferentes. Ainda tens muitas desculpas para tentar se defender, mas elas não irão servir de nada, tu falhastes, é melhor aceitar. Buscará em si novamente forças, resquícios de uma confiança abalada, de um sonho que aparenta ter ficado mais distante. Entre todos os cacos, ainda conseguiras se encontrar, e ao longe, vais perceber que aqueles olhos negros, é o que buscas no horizonte. Deixará seu sonho e cairá na realidade, mesmo sem querer, mas vai ter a certeza que ainda vai terminar com essa distância, que vivera seus sonhos e buscara mais que tudo ver esses olhos se fechando, somente pelo fato de seus lábios estarem se tocando, enquanto a prende em teus braços, para não mais soltar!

sábado, 8 de junho de 2013

Tentei voltar. Optei por refazer meus passos, mesmo que isso significasse encontrar novamente os espinhos na estrada. Em alguns instantes a intenção é esta, retirar os espinhos e em seu lugar deixar flores. Espinhos estes que foram responsáveis por inúmeras cicatrizes, marcas que em dados momentos mostram-se sensíveis ainda, mas que não possuem a mesma intensidade de outrora. Não esperava que tudo se resolvesse num estalar de dedos, nem que tudo fosse exatamente igual, afinal é preciso ter calma ou acaba-se se ferindo novamente. Ao mesmo tempo que é necessário ter paciência, deseja-se que ao menos algumas coisas voltem ao normal instantâneamente, mas o entusiasmo de refazer o mesmo caminho com atitudes um tanto quanto diferentes, te faz novamente cometer equívocos. Olha-se para trás e aprende-se com os erros, mas a vida toda foi mais fácil falar do que fazer. Quando a emoção toma conta, toda e qualquer razão fica em segundo plano,  e só após ficar de 'cabeça fria', se percebe que outra vez a escolha não foi a mais sensata. Uns, diferentemente de outros, não aceitam ou acham justo que todas as coisas boas um dia vividas e divididas, tornem-se inúteis, simplesmente jogadas pelo ralo ou na primeira rajada de vento apresentada. Mas o que é justo mesmo nisso tudo? 
Nada daquilo irá se apagar, nada será diferente, não há como voltar e mudar a ordem dos fatos . Da mesma forma,  caso opte pelo orgulho, será imediatamente obrigado a enfrentar a rotineira saudade, as lembranças que irão surgir na hora que menos esperares. Eis que sentiras um aperto no coração, um sentimento que raramente consegue ser transmitido em palavras, mas que tão comumente expressa-se através de lágrimas. 
Você desejará desaparecer, arrancar tudo aquilo de ti e jogar na mesma lixeira que anteriormente tu fostes jogado, mas não vais conseguir. Vais sofrer, cair, levantar, iludir-se ao pensar que superou, mas enfraquecer-se ao perceber que ainda sentes, ao ver que há alguém em um lugar que um dia foi teu, que por inúmeras vezes era exatamente onde querias estar. Vais precisar aprender a conviver com isso, a ignorar tal fato, a agir como se nunca tivesse desejado estar ali. Mas irá conseguir. Vai demorar, vai doer, vai te fazer desejar nunca ter sentido aquilo. Mas vai te fazer forte, vai te surpreender. Vai te deixar na defensiva, desconfiando de tudo e todos, afinal, tua intuição, teu sentimento te 'traiu', tu não eras tão forte ou preparado como imaginavas. Vai te fazer pensar em desistir de tudo, de todos. Vai te fazer beijar alguém, e ao abrir os olhos, veras que não eras quem gostaria. 
Vais esquecer de tudo isso e vai se apegar a alguém novamente. Não vai dar certo e desejaras outra vez, nunca mais sentir aquilo, se é que algum dia ainda vai sentir. Mas vai transformar tudo isso, em um carinho especial, em algo só sentido por 'um alguém'. Todos os sorrisos, todas as lágrimas, todos os sonhos, toda a dor da realidade irão se amenizar, irão fazer parte de uma história que teve começo, meio e fim. Não o fim até então desejado, mas o fim que pode ainda ser o começo de muitas coisas, basta olhar para os lados e perceber. 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Vivemos pensando no depois. Agimos como se fossemos viver para sempre. Acostumamos ao comodismo, a desejar o melhor, mas a contentar-se com o que nos é ofertado. O medo do novo por vezes nos impede de sorrir, de viver momentos marcantes, de deixar pra trás tantas e tantas tristezas que de tão presentes, se transformaram em rotina. Os fantasmas do passado não irão se exorcizar sozinhos, não serão esquecidos por sua vontade própria. Eles irão permanecer ali, até que decidas enfrenta-los, até que o medo fique para trás e a coragem, o desejo de novas lembranças, de novos momentos, de novas pessoas supere qualquer receio. 
Virgulino, o Lampião, costumava dizer que o medo te enterra vivo. Não tentar algo melhor e simplesmente aceitar tudo o que lhe é dado sem ao menos lutar, pode ser uma das maneiras mais dolorosas e lentas de se morrer. Talvez não a morte do corpo, mas a da alma que hora fora estraçalhada e jogada em um canto qualquer, em um lugar onde qualquer um poderia notar e reconstruir, mas o fantasma que insistes em deixar ali,  fez questão de mandar para longe a chance que tinhas de se reerguer. 
Ao invés de nos apegarmos a motivos pelos quais queremos lutar, temos por mania escolher os medos, escolher os motivos que outrora fizeram com que algo desse errado, saindo do nosso controle e ficando a esmo. Se o passado é para refletir e não repetir, talvez deva-se acreditar mais e desconfiar menos. Não é necessário apegar-se a o que não deu certo, nem tudo na vida depende exclusivamente de uma pessoa apenas, ou de uma situação em si. 
Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado. Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente. Já não caminho mais sozinho, levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição. E mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou a mesma pessoa de ontem me faz perceber que valeu a pena. 
Afinal, passamos a vida inteira por ir embora, mas nunca queremos e aceitamos a hora de dizer adeus. 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A vida não é justa. Nem sempre colhe-se o que se planta, nem sempre se tem o que se merece, quase nunca se tem uma segunda chance. Não há nenhuma novidade nisso, não há nenhuma formula mágica para se descobrir isso. Lê-se por aí, ouve-se, vive-se isso. Alguns mais que outros, sentem na pele o que isso quer dizer, muito mais cedo do que gostariam. 
Tem vezes que ela não se importa com a tua idade, com o teu momento, com o que você planejou para aquele dia, aquele semana, para aquele sonho junto de alguém, ou simplesmente algo só pra ti. Em algumas vezes é bom ser egoísta, em algumas, não todas. Ela não te poupa se é teu aniversário, se é um dia ruim, se o sol não quer surgir e os pingos de chuva misturam-se com tuas lágrimas. A vida simplesmente cobra seu preço, estando você ou não em condições de 'pagar'. 
Por quantas vezes perdestes teu chão, ficastes sem os pilares que te sustentavam, mas guardou tudo em seu peito e reergueu alguém. Cuidou, zelou, deu mais forças do que poderia oferecer, mas não podia recuar, não naquela hora. Esconder-se atras disso fez com que muita coisa ficasse de lado, ficasse lá, guardadinha, quieta em algum canto, na esperança de que em um amanhecer qualquer ela tenha sumido, evaporado, deixando no lugar uma agradável sensação. 
Volta a te faltar o chão quando a realidade te resgata desse mundo ilusório que estavas. Eis que você se vê sozinho, isolado em si mesmo, sem poder contar ao menos com uma pequena dose de toda força que doaste, afinal a vida não é justa. A maioria opta por usar as pessoas como objetos, meros passatempo, tendo a infeliz ideia que uma palavra irá mudar tudo, que todas as dores serão aniquiladas e que um simples pedido de desculpas vai tornar tudo normal, vai fazer com que tu se recomponha instantaneamente, que estejas ali novamente a disposição para quem sabe ser pisado, usado e novamente jogado em um canto qualquer. 
Cedo ou tarde se aprende a não esperar nada de ninguém, mas seja como for, um minimo de consideração, gratidão ou respeito nunca fara mal, nunca deixará de ser bem vindo, afinal você nunca sabe de quem vai ainda precisar, nunca sabe quando vai receber um nocaute da vida, de quantas chances ainda vai ter para se redimir. 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Voltamos a estar perto, mas não  perto o suficiente para nos tocarmos, para sentirmos o calor um do outro. Não foi dessa vez que pude te sentir junto a mim, que pude te abraçar, sentir teu cheiro, te dar um beijo e sorrir, o sorriso mais esperado e sincero dos últimos meses. 
O tempo vem passando e mostrando o quanto poderia ser diferente. Um pouco por vontade nossa, um pouco por parte do destino, se é que ele existe. A dúvida é frequente, uma vez que 'ele' fez nos encontrarmos, mas faz questão em dificultar as coisas. Nesse mesmo momento, creio que isso é por vontade nossa, não dele. 
Há dificuldades, há escolhas, há uma enormidade de coisas que juntas tornam tudo ainda mais complicado. Mesmo diante disso tudo, tempo, distância, brigas, tudo permanece da mesma forma. Talvez maior, talvez menor, mas se mantem. Aquela foto em preto e branco continua sendo minha favorita. Quem habita meus sonhos a meses, quem faz parte dos planos, quem conseguiu me deixar sem palavras para continuar aqui continua a mesma. 
Mesmo que palavras me faltem, esperanças ainda me sobram. Assim como a esperança de te ver aqui, comemorando junto comigo mais um ano de vida. Só de ousar imaginar esboço um sorriso. Aquele brilho nos olhos, aquele sorriso, aquele abraço. Ficarei feito um bobo, sem saber o que fazer, atrapalhado, transbordando felicidade. Mas é claro, você precisará dormir. Talvez até ronque (haha), mas nem isso me faria deixar de velar teu sono. Nem o frio, nem o cansaço, nem nada. Vais acordar descabelada, de mau humor, querendo voltar a dormir, mas mesmo assim, não deixará de ser a coisa mais linda que vi despertar.  Talvez ela nem imagine, assim como eu, o bem que isso poderá proporcionar. 
Dizem por aí que "Presente não se escolhe", mas se eu puder escolher outro presente, já sei como chamar, já sei onde irei buscar, já sei como não deixar mais escapar.
Te acostumei com textos melhores, mas hoje é apenas isso que posso oferecer. Me disseram que primeiramente escrevemos a alguém, posteriormente por alguém, e por fim, por um todo.  É, acho que ainda tudo é pra ti.  

quarta-feira, 3 de abril de 2013


Há quem diga que novos tempos estão por vir. A direção do vento irá mudar e consigo levará tudo o que um dia serviu como lição, uma triste lição. A maioria das vezes não se está preparado para a cobrança exercida pela 'vida', mas a conta um dia sempre chega. Lê-se por aí que os 'sábios aprendem com erros alheios', mas basta saber se valorizam da mesma forma, como quando sentem na própria pele, quando vêem o mundo de um ângulo diferente, quando vêem que a distância entre o céu e o inferno é uma linha tênue, é um estalar de dedos. 
Por vezes você pensará em desistir de coisas, de pessoas, de sonhos que tiveras em outros tempos, mas que as adversidades fizeram perder força, deixando em seu lugar a sensação de vazio, uma insegurança até então desconhecida, mas que se apresenta com volúpia para não restar dúvidas do que se trata. 
Decidiras seguir em frente carregando consigo a bagagem adquirida até então, mas vai optar por organiza-las da melhor maneira que encontrar, dando o peso necessário para cada uma, sem sobre pesos, sem culpas desnecessárias. Quando menos esperar, serás obrigado a parar e refletir. Tudo bem, já havias decidido, analisado, pensado, passado horas e mais horas discutindo consigo mesmo, para então escolher o que fazer. Nessa hora entram em cena as surpresas, os detalhes que quisestes ocultar de si mesmo por classificar como o 'melhor' para o momento. Talvez esse 'melhor' signifique evitar maiores decepções, não criar esperanças sobre coisas que podem permanecer inertes para todo o sempre. 
Mas são novos ventos, novas etapas, antigos novos planos, maneiras diferentes de se ver e viver a vida.  É folego novo, animo novo, um querer novo e lembranças antigas.  Desejos antigos, algumas metas antigas e por fim, pessoas 'antigas'. Há quem permaneça a anos, há quem chegou a alguns meses. Há quem te ajude, há quem te atrapalhe. Talvez o tempo passe, os ventos mudem e certas coisas não se modifiquem. Talvez por serem coisas da vida e não coisas que podemos simplesmente tirar de nossas vidas. Podemos evita-las, ignora-las, mas quando menos esperar... surgem as surpresas, não é mesmo?! 
A luta diária continua e sempre terá algo que teste seu limite. Um dia mais, outro dia menos, mas tentando manter o foco, manter a força, manter viva a chama do querer, de quem querer, de quem esperar. O vento gélido do inverno vem chegando, são os primeiros ventos das mudanças que se apresentarão. Mantenho os braços ainda abertos, suportando os ventos que passaram, aguardando os que irão passar, mas ainda assim aguardando o momento de cruza-los e proteger alguém que insiste em não chegar ou que começou a vir, mas que demora a apontar nesse distante horizonte.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Inevitavelmente o tempo vai passando. Indiscutivelmente, somos obrigados a tomar decisões, a escolher entre o 'nada' e o 'algo mais'. É de nossa natureza, é talvez uma das primeiras lições que a vida ensina.  Quando começamos a caminhar, ou a tentar caminhar, nos deparamos com o que pode ser a primeira decepção.  Da-se o primeiro passo, o segundo e puft, vem a queda. Mas na inocência de criança, levanta-se e tenta-se de novo, e de novo e assim segue em frente. Ok, alguém pode me dizer que isso é uma das leis da vida, que continuar é preciso, que apenas fica no chão quem quiser. 
Não irei discordar, não irei me fazer de argumentos inúteis quando se tem a verdade tão clara, mas nem sempre é simples assim, nem sempre essa vontade toda de criança se faz presente. Conforme se cai, conforme a vida te derruba, conforme a vida te machuca, vão aparecendo as cicatrizes. 
É nessa hora que o medo se torna algo constante. Por mais que se queira seguir em frente, lutar e alcançar o que se almeja, sempre há insegurança, sempre há o receio de se reviver um pesadelo. Como diria Virgulino, o Lampião, "O teu medo não te preserva do teu destino", mas quem dera fosse tão simples assim seguir sem se preocupar com o que aconteceria. Quem dera  preocupar-se menos, sentir menos saudades, não querer zelar por quem não merece nem um breve instante de atenção. 
Talvez seja por tudo isso, por todo esse conjunto de fatores que envolve o viver, que nenhum dia é igual ao outro.  Ganha-se, perde-se, adquire-se experiência, mas nem sempre se deixa de desejar o que não deveria. É uma luta diária, é uma busca diária visando um amanhã melhor. Em muitos desses dias, não se deseja estar sozinho, não se deseja lutar sozinho. A vida sozinho não tem graça, não tem cor, não tem perfume, não tem sentido. Talvez por isso o medo. O medo da solidão, da rejeição, de nunca se sentir completo, de nunca ser o motivo do sorriso de alguém. 
Mas segue-se em frente, ou ao menos se tenta sem saber ao certo o tamanho da força que ainda se tem para suportar os golpes inesperados da vida. Não se sabe quais obstáculos estão por vir, quantas fases difíceis se apresentarão, quantas vezes se vai desejar voltar a infância para apenas se preocupar com o horário do desenho favorito. 
Apenas se sabe que seguir em frente é o que sempre vai restar, sozinho, acompanhado, buscando ser ou sendo a razão do sorriso de alguém, afinal, além de tudo essa vida é cheia de surpresas, você nunca sabe o que ainda pode acontecer..

domingo, 10 de março de 2013

Lá fora o clima parece ser um reflexo imensamente maior de como ele se sente ocasionalmente por dentro. Instável, fechado, carregado, podendo a qualquer momento ceder. Enquanto escuta o barulho da chuva e nega-se a derramar as próprias lágrimas, pensa em quantas coisas aconteceram. As que deram certo, as que deram errado, as que foram tão planejadas e não irão existir. Como na inocência de criança ao construir seu castelo de areia a beira-mar, acreditando que as águas do mar jamais iriam chegar até ali. Por quantas vezes essa inocência tomou conta dele e o fez ir muito além do que a razão o permitia. Por quantas vezes caiu pensando estar seguro, por simplesmente tentar fazer diferente de muitos que preferem acomodar-se em suas vidas vazias. 
Nem tudo acontece como se espera, talvez por não ser a hora, talvez por não ser a melhor opção, talvez por que realmente é preciso de mais tempo.  Quando um obstáculo some, outros aparecem. Em um primeiro momento ainda por ter a adrenalina pulsando forte, faz-se inúmeros planos, faz a noite virar dia, faz o outro lado do mundo ficar a um passo da tua janela, faz toda a racionalidade deixar de existir. 
Mas isso passa, as horas passam, os dias passam e mostram que o sonho a cada dia esta mais distante.  Por vezes o que mais se esperava ouvir, torna-se uma sucessão de dizeres que ao invés de aproximar, parece por um ponto final antes mesmo de começar. 
O fato é que algo ainda permanece e que talvez não devesse estar ali. A distinção a curto prazo do que é bom ou ruim parece-me difícil agora. Tudo vem mudando constantemente, tudo vem acontecendo e ao mesmo tempo deixando de acontecer.  
Cedo ou tarde irá tomar forma, obtendo-se o resultado esperado ou não, com um final feliz ou não. Esperar. Ser paciente ou seria persistente ou seria apenas teimosia, ou seria apenas querer viver tudo  o que algum dia foi planejado, o que um dia se tornou a razão de sair da cama e enfrentar um novo dia que se apresentava. 
Surpresas pode acontecer, coisas obvias podem se confirmar, tudo pode estar por vir,  nada pode estar por chegar. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O velho lar esta em reforma novamente, outra vez se tentará dar uma cara nova ao o que ficou. Foram várias mudanças, algumas tempestades e inúmeras tentativas de reconstrução. Uma coisa ou outra ficava fora do lugar, deslocado, quietinho no seu canto mas incomodando de alguma forma. Prefiro as coisas no lugar, é mais difícil tropeçar em algo desse jeito. Por vezes ao esbarrar aqui ou ali, acabo lembrando de como aquilo foi parar onde esta, qual escolha o fez estar ali. Quando menos espero alguém vem me visitar, o que vez ou outra acarreta em algo fora do lugar, em algo que por algum tempo fica deslocado de onde deveria ficar. 
Ta bagunçado, há um pouco de tudo em todo lugar. Algumas coisas se quebraram, mas nem todos os cacos foram varridos, vários permanecem e ao acaso, um conseguiu me ferir. Mas tempo de reforma é assim, demora até tudo voltar ao normal, se é que algum dia volta. 
Na hora de mover algumas coisas, um porta retrato surgiu mostrando o quanto certas coisas ainda estão vivas. Aquela foto em preto e branco já trouxe muitas cores a vida dele, mesmo sendo uma foto simples, com poucos detalhes. Não sei que lugar é, não sei ao certo as verdadeiras cores da tua blusa, apenas identifico a cor branca de fundo e que possui um cordão, certamente para fecha-la na frente. Há um esboço de sorriso no teu rosto, alguns fios de cabelo caídos em sua testa e um brilho no olhar. 
Com ela nas mãos, busquei olhar para o horizonte de minha janela onde o vento frio podia tocar meu rosto. Tentei ver o que havia lá fora, mas foi em vão.  Apenas queria sentir o calor do teu corpo, o sabor dos teus lábios, a maciez da tua pele, o quanto seria feliz ao sentir teus braços entrelaçados em meu pescoço... pegar-te no colo enquanto tu sorrias, enquanto tudo se resumia a você, a teus desejos, tuas vontades, a tua maneira de fazer amor. 
Há um travesseiro sobrando. Há um espaço vazio. Há o teu lugar. 
A reforma continua, a bagunça permanece, o sentimento se mantém. A 'casa nova' pode ficar bonita, diferente, cheia de vida com os mais diversos enfeites ou visitas. Tudo pode mudar de lugar, de forma, de tamanho, de frequência. Tudo pode parecer diferente. Mas a velha morada continua ali, com seus alicerces firmados, com sua base sólida. Nem tudo eu posso mudar, nem tudo é novo, a maioria das coisas são passageiras, se vão na mesma velocidade que chegam.  A reforma acontece, mas o velho lar continua ali.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Adeus Soldado..

O motivo para entrar na guerra lhe foi dado. O que ele sempre sonhou lhe foi ofertado. A doce ilusão de buscar um sonho distante o fez lutar, mesmo sem ele saber quais adversários enfrentaria em seu campo de batalhas. Talvez cego pelo desejo de vitória, deixou de perceber detalhes fundamentais. As batalhas começaram, e a guerra começava a cobrar seu preço. Os primeiros passos foram calmos, sentidos atentos buscando informações, observando tudo o que era possível. Aos poucos a confiança ganhou força, a cada momento tomava forma, ganhava espaço. A cada dia que passava, a derrota se aproximava, e ele dominado pela sua sede de vitórias, nem se dava conta do quanto a confiança o fez mal. Nas primeiras investidas obteve o sucesso, ao menos era o que ele imaginava. Parecia um começo promissor, um indicativo de que a missão teria um fim positivo. Pobre rapaz, mal sabia ele que de nada adiantaria enfrentar todos os inimigos. Por mais que se queira, enfrentar o mundo sozinho não é uma tarefa fácil. Uma hora você cai, e levantar-se pode não ser tão simples assim. A primeira queda aconteceu, mas a adrenalina estava alta demais para permanecer muito tempo no chão. Recuperar-se do golpe não demorou, uma nova dose de confiança o tomou por inteiro, mas  continuar era em vão, o fim já estava decretado. Mesmo tentando manter a esperança viva, o amargo gosto da derrota começava a ser sentido em sua boca. Ele mantinha sua fé, caindo e levantando, curando as feridas e seguindo a diante, ainda acreditando que chegaria ao seu dia de glória. O dia que não chegou.  Mesmo sem ter condições ele quis ir em frente, suas forças já não eram mais as mesmas, agora ele podia ver a face de seus inimigos, sabia exatamente quem e o que estava enfrentando por todo esse tempo. Dessa vez não pode se recompor. Dessa vez, viria o golpe letal. Mesmo ali no chão passou-lhe um filme em sua mente, imagens de tudo o que ele um dia sonhou, do que desejou e lutou para conseguir, talvez não dá maneira correta. Apesar das feridas abertas, ele teve a convicção de que tudo aquilo foi uma das melhores coisas que já pretendeu. O tempo estava acabando e ele não receberia uma medalha de honra pela sua luta, mas sim uma cova rasa. Morrer como homem é o prêmio da guerra. Talvez não seja o mais justo, talvez seja esse o preço a ser pago, talvez seja o que há de mais digno nesse momento. Jogaram o soldado na cova, ele não vai mais voltar.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Quero continuar acreditando nisso, mesmo quando tudo parece estar contra. Quero ter forças para suportar todas as vezes que a vontade de desistir tomar conta de mim. Quero  ter a paciência necessária para tornar tudo isso real. Quero tanta coisa que não sei se devo, quero...
Mas querer não é poder. Querer não é ter.
A distância vem fazendo o medo aumentar. Natural que aconteça, uma vez que não é apenas um sonho, um desejo que no amanhã se vai embora, é um vida toda que se quer dedicar a alguém. Mas o medo não vai me preservar do meu destino, como diria Lampião, o medo nos enterra vivos. Posso brigar contigo, ficar de mal, mas passa. Querendo ou não, você tem mais esse poder. Talvez não seja necessariamente medo, talvez seja apenas a realidade mostrando como as coisas verdadeiramente são. Há distância, há tempo, há uma infinidade de obstáculos, há tanta coisa que nem sei se consigo enfrentar ou até mesmo suportar. 
Talvez devesse jogar a toalha, desistir mesmo, começar a agir como se nada nunca tivesse 'acontecido'. Talvez devesse esquecer, partir pra outra, virar a página, algo assim. Talvez eu esteja apenas cansado, cedo demais pra falar a verdade.  Mas eu já desisti de muitas coisas. Eu sei, você não é uma 'coisa', é muito mais que isso. O teu significado pra mim vai muito além do que possa imaginar. 
Optei por continuar, mesmo sendo perigoso. Afinal o pior veneno é o que te agrada. Não sei quanta força ainda resta, não sei quanto tempo ainda resta. Caminhar sozinho nunca animou ninguém. Enfrentar o mundo sozinho também não. O começo pode ser promissor, a primeira batalha pode ser vencida facilmente, mas a guerra é longa e sempre cobra seu preço. Paga-se caro e muitas vezes o tempo de quitação é longo demais. 
Preciso reencontrar meu norte, buscar a direção certa, procurar algo que forneça novas energias. Reencontrar o espírito do guerreiro, vencer os adversários ou cavar a própria cova e dar baixa no soldado.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Queria falar sobre muita coisa, mas faltam-me as palavras. Queria viver muitas coisas, mas faltam-me as oportunidades. Queria... te roubar um beijo, acender o teu desejo, te fazer feliz. Mas entre todos os sorrisos, vai haver briga, teimosia, pirraça, cumplicidade. Vai haver guerra de travesseiro, abraço, beijo. Vai haver cuidado, muito cuidado. Serão incontáveis as noites em que irei velar teu sono, após deitar ao teu lado, te beijar, desejar os melhores sonhos, para que ao acordar tenhas a certeza de que não estará mais sozinha em nenhum momento, até que Papai do Céu decida algo.
Me deixaria sem reação. É, sem saber o que fazer. Isso me leva a pensar que será muito mimada, mesmo depois de 'grande'. Você vai ter crises de risos,  vai chorar de tanto rir e se depender de mim, serão estes os únicos motivos. Pensando mais além, não serão só esses. Talvez eu te peça em casamento e você se emocione. Pode ser que venha o Pedrinho, ou João Pedro ou ainda terá outro nome. Quem sabe ainda vai ter a princesinha da casa. Vai ser como te ver quando criança. Vai ser como voltar a ser criança. Pensando bem alguns dias serão quatro crianças ao invés de duas apenas em casa. Serão dois motivos a mais para ficar acordado a noite. Serão três motivos a mais pra sorrir. 
É bem provável que ainda assim, com tanto tempo de convívio muitas vezes não vou saber o que fazer, afinal sempre se quer mimar um pouco mais. Vou agir como um bobo como sempre faço. Vou te  fazer rir te mais coisas idiotas, assim como vou te irritar. Assim como o contrário vai acontecer. Sim, você vai conseguir fazer isso, mas com jeitinho vai harmonizar tudo outra vez...
Teremos problemas. Teremos desentendimentos. Teremos reconciliações.  Uma vez ou outra vai demorar um pouco mais, algo absolutamente normal quando se trata de duas pessoas tão iguais. Ela completa ele. Ela faz ele ter um sorriso enorme quando mais alguma semelhança aparece. Parece não ser verdade haver alguém assim. Mas, quão iguais eles ainda são? Há muita coisa que ambos não sabem. Há muito o que se descobrir. Há muito medo para ser enfrentado. 
"-Teu medo é de que eu não seja como você gostaria que fosse?"
Não, o medo é que sejas do jeito que imaginei e que não consiga vencer os obstáculos hoje existentes. Mas... se o homem foi uma vez a Lua, posso ser o segundo a vencer essa distância e chegar até 'ela'...


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


Mesmo você não me vendo, estarei te olhando. Mesmo não me tocando, estarei te sentindo.Eu tentei lutar. Tentei te alcançar pra te ter pra mim. Tentei. Não sei se algum dia estive perto, só sei que posso dormir com a consciência tranquila. Não era esse o enredo que esperava tão cedo. Mas é a vida, é presença constante nesse tipo de coisa. Tem jogo que é só pra dois, um terceiro não é bem-vindo.
Cedo ou tarde, mesmo tentando sempre estar preso a realidade, ela deixa de ser suave, ela se mostra e você percebe que não tem sentido continuar. Se assemelha muito a admirar a lua. Eu sei onde ela esta,  o quão belo é vê-la e quantos planos posso fazer apenas olhando pra ela. É assim contigo. Ou era, já que sei onde esta, o quanto é bom 'olhar' pra ti e quantos sonhos poderia ter contigo. Mas a semelhança principal é simples, lógica, é inegável: a distância. Sera feita a tua vontade, essa distância vai aumentar, vai virar rotina, vai a cada dia ganhar uma nova proporção, até não ser mais lembrada e não ter significado nenhum.
Você não vai ler isso, além de não perder teu tempo aqui, disse que não queria mais saber de coisas dessa natureza. Que seja como você preferir, que seja da forma que achares melhor. Eu posso continuar aqui, posso seguir em frente, posso te esperar ou simplesmente seguir sozinho. Mas como diria a canção "Sei que  não tem jeito, mas vou tentando mesmo assim, e carregando a dor de ver o que nem começou próximo de ter um fim"...