Foi por acaso. Foi obra do destino. Foi algo que talvez não tenha uma explicação exata. Tem sido assim no decorrer desse tempo. Sendo assim, a primeira vez que se viram não poderia ser diferente. Ele esta lá, distraído até vê-la chegando. Era como se ali estivesse um guri de 11 anos, sem saber como agir. Mas ela não estava sozinha, talvez o fato de uma amiga companha-la tenha a feito não perceber quem ao seu lado estava. Tão logo pode, tratou de chamar sua atenção. Uma brincadeira idiota, mas que resultou no primeiro abraço. Nessa hora, percebe-se que o mesmo local que se tornou um inferno pessoal, pode ter sido o principal, ou um dos trunfos mais importantes para esse inicio, um tanto quanto diferente, por assim dizer. A cada dia uma conversa, uma tentativa de progresso. Era como lutar contra a resistência do ar, por mais que não pudesse ver, sentia que a cada dia a distância aumentava e a força diminuía.
Procurou então se manter afastado, não apenas dela, mas dos pensamentos que a envolviam. Mas outra vez, algo fez que ambos ficassem frente a frente. Não bastasse a surpresa em vê-la ali, onde ele não esperava, ainda a viu correr em sua direção para pular em seu peito e ser envolvida em um abraço apertado, enquanto ele girava e a sentia 'sua' antes de coloca-la novamente no chão.
Tentou convida-la para sair, conversar, se conhecerem melhor e esperar que o destino, os Deuses ou qualquer outra coisa fizessem com que seus lábios unissem-se aos dela, por um instante que pareceria horas. Mas não isso que aconteceu. Novamente via-se criar um abismo entre ambos, onde construir um ponte tornava-se inviável ou em impossível, dadas as circunstâncias. O caminho então foi deixar tudo acontecer ao natural, sem forçar ou ao menos buscar alguma coisa.
Ousara fazer planos, ou ao menos cogita-los. Viu-se em alguns momentos próximo de conseguir. Imaginava que poderia, buscava acreditar que tudo seria questão de tempo. Bom, quem sabe ainda seja. Eis que novamente, por completa surpresa viam-se lado a lado, no mesmo lugar e circunstância da primeira vez. Quem sabe para dessa vez ser diferente, para que seja este o 'começo' desejado, próximo do ideal. Sendo assim, que o destino surpreenda, que os una ou que permita a eles darem os passos certos, lado a lado, mesmo quando tudo aponte para o contrário. Que o tempo corra, mas que pare quando se encontrarem. Que os ventos sobrem, mas que os faça perder o ar quando estiverem juntos. Que o acaso faça sua parte, ou melhor, que os permita ser um , o motivo do sorriso do outro.
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