Perdi as contas de quantas vezes pensei em te procurar. Em quantas vezes olhei teu nome e tua foto ali, pequenininha no celular, e no último instante o bloqueei. Perdi a conta de quantas noites fiquei com os olhos marejados enquanto pensava em ti, enquanto lembrava de ti. Perdi a conta de quantas vezes desejei teu abraço, em momentos como esse em que o mundo parece estar prestes a desabar.
Perdi muito mais, não apenas isso. Em troca ganhei saudades, lembranças, um álbum de imagens que tenho em minha memória, que diferentemente do computador, não pode ser apagada.
Sempre fui mais fraco do que imaginava ser, talvez não tão forte quanto os outros imaginam, ou até mesmo quem sabe, fui enfraquecendo com o tempo. Cada um carrega os fardos que merece, mas por vezes busquei carregar fardos que não eram meus. A gente tenta sempre ajudar os amigos, mas no fim acaba por esquecer de ajudar a si mesmo.
Talvez fizesse tudo de novo, ajudando a cada um a reconstruir seu caminho, mesmo que isso acabasse por custar outra vez, perder-me do meu caminho. Sempre sonhei com coisas bem diferentes do que tenho hoje. Diz-se por aí, que 'deve-se se feliz com o que se tem', mas nem todo dia tem sol e dessa forma, nem sempre acordamos dispostos a sorrir.
Os assuntos aqui estão ficando desconexos, acho que o atual momento está assim. Perdi o norte que me guiava no último mês que passou, e amigo, você não imagina a tremenda falta que já me faz. Foi nesse momento que precisei de um abraço teu, assim como quando tinha seis anos e me deparei com meus pais se separando. Não me vejo hoje em uma família 'normal', aconteceram coisas demais para permitir que minha imaginação consiga tal feito.
Aquela vez, minha única reação foi correr e tentar fugir da nova realidade que batia em minha porta. Alguém me alcançou, disse algumas palavras de consolo as quais acabei por esquecer com o passar dos anos, enquanto passava seu braço em meus ombros e tentava me fazer parar de chorar.
Dessa vez, fui obrigado a ser forte, sem nada de abraços ou palavras doces para me confortar. Talvez eu não precisasse delas se fosse mais forte. Mas de todas as coisas, a única coisa que não me sinto é forte. Acho que venho fraquejando a cada dia que passa.
Já passei uma boa temporada no inferno, e não quero mais voltar pra lá. Se passaram alguns anos, mas, ainda sinto na pele as consequência daquela estadia.
Dei muitas voltas, e acabei desviando do que queria dizer aqui. Havia muito o que dizer, mas faltam palavras para expressar. Não sei se voltaremos a ser amigos, não sei se voltaremos a nos cruzar, mas sei que escrevo tudo isso para mim mesmo, ter-te por aqui é sonhar demais e amigo, de sonhar e não realizar, eu não aguento mais.