terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Mais uma batalha que encontrou seu fim, ou o meu fim, não sei exatamente. Uma batalha diferente das demais vividas até aqui. Não diferente pelo resultado, afinal mostrou-se o mesmo das anteriores: via-se novamente obrigado a saborear o gosto amargo da derrota, mas a essa altura, já nem lembrava quantas vezes havia degustado tal iguaria. O que a distingue das outras ainda não pode ser explicado. Não por vaidade, mas por realmente não saber como ou o que expressar. Pela primeira vez em anos, fugiu. Evitou fitar quem o vencera, desta vez desabou por completo, não teve coragem e força suficientes para admitir a derrota, para seguir em frente, para outra vez lutar por algo que o faça sentir-se vivo tendo ao horizonte os campos de batalhas que pensavas conhecer. Talvez os conhecesse, talvez tenha escondido de si mesmo todo o perigo que é andar em um campo minado, hora ou outra, a face gélida a morte se aproximaria da sua.
É um simples soldado, com poucas ou nenhuma honraria, dificilmente quem sempre é derrotado ganha algum mérito. As únicas coisas que carrega são suas cicatrizes e seus fantasmas. Na solidão que se encontra, na selva a qual se escondeu, vive aos extremos. A tranquilidade e a mente confusa alternam-se em questão de segundos, nunca antes foi tão difícil conviver com um cemitério na cabeça. Sempre teve dificuldade afastas os seus fantasmas, nunca conseguira exorciza-los, por mais que tente os manter longe, vez ou outra acabam por mandar ‘lembranças’.
Encontra-se abatido, frágil, fraco, a dois passos de um precipício que escolheu como companhia. Não por desejar tirar a própria vida, mas sim por representar exatamente como sentia-se, como era ter o chão sob os pés e logo em seguida perder o rumo de tudo.
Não deseja voltar a lutar. Não deseja sair dali. Não se sente com a força de antes, com a vontade de antes. Desta vez, o golpe foi duro demais e ele nem ao menos soube como diminuir o impacto. Sempre achou por certo enfrentar, assimilar a derrota, buscar de algum jeito se reerguer, se preparar e por fim entrar em outra batalha. Sim, foram batalhas, a guerra ainda não teve ou quem sabe até mesmo não terá fim. Sabe que precisa encarar e de uma vez por todas exorcizar os fantasmas que o persegue, pois fugir e querer o colinho quente da mamãe só faziam sentido e surtiam efeito até os 4 anos.
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