segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Tenho procurado o caminho de casa, mas não tenho encontrado. Pra falar a verdade, é uma busca que persiste a um considerável período de tempo. Tentei ouvir o vento, o meu coração, os sons nas proximidades, porem até o momento, nada me guiou ao ponto exato de partida/retorno.
Nessa tentativas, busquei vários caminhos que pensei ser o certo. Todos em vão, mas com um considerável ensinamento. Não que eu os siga por completo, mas volta e meia alguma coisinha volta e martela em minha cabeça.

Quem sabe a dificuldade maior em localizar a estrada, seja porque no momento da partida, a primavera floria os arredores, e ao tentar voltar no gélido inverno, só restavam os galhos secos e os espinhos.

Quem sabe também, o fato de não ser mais o mesmo, faça não enxergar da mesma forma, coisas antes tão banais. Talvez refazer os mesmo passos, em busca de algo que já se perdeu, não faça sentido algum.  

Quem sabe não encontre ninguém mais em minha antiga morada. Quem sabe não me encontre lá, e compreenda que tenha acabado por me perder em algum ponto qualquer do caminho, em meio a tantas curvas. Quem sabe eu busque algo que não existe mais. Quem sabe, encontre apenas uma sepultura simples, com uma mínima indicação do que, ou de quem esteve ali.

Não se tem o poder de mudar o que passou, com um pouco de sorte, pode-se mudar o que esta por vir. “Ah, mas o futuro é a gente quem faz, você não deve falar em sorte, mas sim, em fazer ser diferente”. Não há como discordar de algo tão correto. Porém, da mesma forma que o futuro esta em ‘minhas mãos’, as consequências do passado e do presente, estão em minha cabeça, em meu peito, e ainda em minhas mãos.


                                         Como diria Chorão, do Charlie Brown,                                                                      “Cada escolha é uma renuncia, isso é a vida, estou lutando pra me recompor”, mesmo que a integralidade, possa não vir. Muito se perde, pouco se encontra novamente, mas se é como dizem, o que for meu, encontrará um jeito de vir até a mim. Ah, e por sinal, infelizmente se tornou uma vida de mão única, não me permite mais ir. 

Ao menos, não sem uma boa dose de loucura. 

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