O
tempo vai passando e ao mesmo tempo que une, separa. É estranho se aproximar e
aumentar distâncias ao mesmo tempo, quem sabe seja uma das coisas sem muita
explicação desse século. A gente quer o bem, mas nem sempre demonstra o que
quer. Vive de urgências, esquece de trilhar o caminho antes de chegar ao topo
da montanha e ver o sol nascer. Vimos os montantes de flores, mas nos apegamos
ao espinho que nos feriu.
Apegar-se
aos pequenos detalhes, é o que torna algo diferente, mas por vezes apega-se ao
lado errado. Insistimos em reclamar da chuva lá fora, mas não nos damos conta
do quão bom é manter-se abrigado tomando um café quentinho, sentindo aquele
aroma maravilhoso.
A
gente teima em colher o fruto ainda verde, para posteriormente reclamar que ele
não ‘esta tão bom quanto deveria estar’. O tempo vai passando, mas ao invés de
esperarmos, na safra seguinte cometemos o mesmo erro. Tal qual as antigas fitas
VHS, repetia-se o processo de ‘voltar ao começo’, mesmo sem ter terminado o
filme. A gente reclama da mesmice, mas não se esforça pra mudar.
Os
caminhos surgem, o tempo passa, e cada passo a frente é algo que se deixa pra
trás. O braseiro vai se apagando, e quando notamos, não há mais tempo de
colocar mais lenha. Nessa hora, vamos em busca de gravetos, na tentativa de
recuperar o que perdemos.
Mas,
sera que perdemos? Talvez, mas também ganhamos. Tudo possui dois lados, perder
as vezes significa ganhar, mesmo que isso venha a se tornar claro muito tempo
depois.
Passarão
os dias, os meses, os anos, e quem sabe algo restará, assim como nada poderá
sobreviver. Segue o baile, gira o mundo, nessas voltas da vida a gente acha o
que procura.
O
amanhã vira, assim como o hoje já esta se indo. Que o destino trace os melhores
caminhos, retos ou sinuoso, com chuva, sol, ou até mesmo, com o pote de ouro,
ao fim do arco-íris.
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